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Turismo no Rio de Janeiro: Hoje temos a obrigação de fazer o setor crescer
Artigos | | agosto 16, 2017 em 16:33
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A cidade do Rio de Janeiro é conhecida internacionalmente pelas suas belezas naturais, atrações históricas, pela diversidade cultural e por abrigar o símbolo de uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor. Nunca deixa seus visitantes frustrados, tamanha a variedade de passeios e pontos turísticos. Por esses e outros motivos, turistas do mundo inteiro são atraídos a visitarem a capital carioca. O Rio é o destino mais procurado pelos turistas estrangeiros, no Brasil.

Sede da Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a cidade maravilhosa recebeu forte investimento na rede hoteleira, ampliando assim o número de oferta dos quartos de hotéis.  Mas se compararmos o número de turistas que o Rio de Janeiro recebe anualmente com as cidades mais visitadas do mundo nosso número ainda é muito aquém. O país recebe, por ano, cerca de seis milhões de turistas internacionais (34% deles no Rio), enquanto só Paris, na França, contabiliza 15 milhões.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ) o número total de quartos de hotéis disponíveis na cidade do Rio de Janeiro, passou de 30 mil para cerca de 50 mil, do ano de 2010 até 2016, isso representa um crescimento de aproximadamente 70% na oferta, em apenas seis anos.

Porém o que notamos é a ausência de um crescimento paralelo de incentivo e promoção de eventos durante todo o ano para atrair turistas em sintonia com a capacidade atual da hoteleira. Precisamos adotar medidas que garantam uma constante ocupação dos nossos hotéis, para que o setor não seja prejudicado. Hoje, temos a obrigação de trabalhar com o objetivo de fortalecer o turismo da cidade do Rio de Janeiro e criar uma agenda anual constante de grandes eventos.

O ponto de partida é incentivar parceiras com o Governo Federal para promover feiras internacionais, congressos e conferências. E a exemplo do festival Rock in Rio, que acontecerá esse ano no Parque Olímpico, esse pode ser o pontapé inicial para tornar o espaço, uma referência para sediar outros eventos culturais de grande porte. É importante tornar também o Rio de Janeiro uma cidade propícia para o turismo de negócios, do qual São Paulo ainda fica com uma fatia muito maior. As viagens de negócios tornaram-se parte importante da indústria do turismo e da hospitalidade, porque esse segmento não é tão inconstante quanto às viagens de lazer.

O turismo de negócios e eventos vem se destacando na indústria nacional de viagens. No primeiro semestre de 2015, as atividades ligadas a este segmento cresceram 7,8% em relação ao mesmo período de 2014, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP). As vendas realizadas pelas empresas ligadas ao turismo de negócios atingiram em 2016 um total de R$ 10,7 bilhões.

Os números reforçam estudos realizados pelo Ministério do Turismo, que mostram o segmento como o segundo maior fator de atração de visitantes estrangeiros para o Brasil. Estima-se que cerca de 25,3% dos turistas que procuram o país o fazem motivados por negócios. Turistas de negócios gastam quase o dobro (US$ 102,18) daqueles que viajam a lazer (US$ 68,55), de acordo com estudo do Ministério do Turismo.

Agora é preciso investir no legado que construirmos nos últimos anos. Temos que unir esforços para ampliar nosso potencial.

 

Eduardo Lopes, Senador da República pelo estado do Rio de Janeiro

*O artigo foi publicado na Revista do Conselho Empresarial de Turismos e Hospitalidade da CNC, TURISMO EM PAUTA, nº 31, junho de 2017.

Foto: Agência Senado

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